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Bicicletada em São Paulo
Na manhã da sexta-feira 02/03/12 a ciclista Juliana Dias foi morta após ser atropelada por um ônibus na Avenida Paulista, na altura da Rua Pamplona, de acordo com testemunhas, ela disctia com um motorista de um outro ônibus quando se desequilibrou e caiu, sendo atingida por um outro que vinha atrás. Em pouco tempo a revolta por mais um acidente fatal tomou conta da internet e um ato para protestar foi marcado paras às 19 horas na Praça do Ciclista. Centenas de pessoas compareceram, mais de 500 de acordo com a Polícia Militar. Todos, entre amigos da ciclista, ativistas de bike e solidários se emocionaram bastante durante o ato.
Entre as presentes estava Renata Falzoni, videorrepórter consagrada e ativista pelos direitos dos usuários da bicicleta na cidade, ela mostrava toda sua indignação por mais um acidente fatal na Paulista. “É um absurdo. A cidade só é pensada para o carro. Vivemos em uma guerra civil entre os que se locomovem de carro e aqueles que não. Alguma coisa tem que ser feita, porque a garota foi atropelada por um veículo que estava dentro do limite de velocidade, então quer dizer que alguma coisa está errada”, opina ela.
Renata diz que acidentes como esse afetam diretamente as pessoas que utilizam a bicicleta como meio de transporte. “Para ser sincera, quando alguma coisa como essa acontece a gente fica até 20 dias em choque, com medo. Anda diferente, qualquer barulinho a gente já acha que um ônibus vai aparecer e nos atropelar. A segunça para o ciclista é mínima”, revela.
Juliana Dias fazia parte do Pedal Verde. Grupo de ciclistas que se reúne todo final de mês para pedalar e plantar árvores. Como homenagem uma muda foi plantada na praça sob sonoros aplausos. Uma “ghost bike”, uma bicicleta branca, foi colocada no local do acidente. Esse é um ato comum aos ciclistas quando um deles morre no trânsito.
Por uma mórbida coincidência, a “ghost bike” de Juliana fica apenas a alguns metros de distância de uma outra, a de Márcia Prado, que morreu em situação semelhante em2009. A triste semelhança revoltou Laura Sobenes, uma das primeiras pessoas a ir até o local e postar tudo na internet, inclusive a ideia do ato na praça. “É muito triste, aquele sinal está lá justamente para nos lembrarmos do que aconteceu e agora isso, a mesma cena, ocorrer a metros dali é revoltante. Ela estava devidamente vestida com todos os sinais de uma ciclista”, conta ela.
Laura, que conhecia Juliana das Bicicletadas, movimento que conta com diversos ciclistas que se reúnem para andar pela cidade e, de acordo com ela, Juliana não era nenhuma novata no que tange a andar de bicicleta pelas ruas de São Paulo. A ativista disse que chegou ao local do acidente por voltas das 10h30, quando o corpo ainda estava lá. Tentaram fazer uma ação de se deitarem na rua, mas foram retirados pela polícia. Ela diz que as pessoas do movimento são bastante unidas.
“Sabemos do perigo que é andar de bicicleta nessa cidade. Acordei com a mensagem no celular de que mais um de nós tinha morrido na Paulista, nem sabia quem era ainda, mas corri para lá na hora”, lembra ela. Durante todo o dia a hashtag #nãofoiacidente se espalhou pelas mídias sociais.
No final do ato, centenas de participantes caminharam, ou pedalaram, até o ponto onde aconteceu o atropelamento, fecharam a Avenida Paulista e se deitaram no chão se fingindo de mortos, como havia tentado mais cedo um grupo menor.
Texto:
Mario Henrique de Oliveira
Foto: Rafael Vilela / Mídia Fora do Eixo
Confira o vídeo da cobertura: bit.ly/AsBijq
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