Não Campanha Automotiva

Apoio: Universidade Católica de Pernambuco

Direção: Manuela Andrade
Dança: Iara Sales
Arte: Iara Sales e Manuela Andrade
Fotografia: Déborah Guaraná
Produção: Marcelo Pichito e Daniel D'Abaquar




O filme vai buscar trazer um retrato lúdico da relação da sociedade com os automóveis particulares. Através da coreografia de uma dançarina contemporânea, que vai mostrar as diversas fases do relacionamento com o automóvel, uma criança que tem seus primeiros contatos com a maturidade e cenas de trânsito naturais do cotidiano, a obra vai buscar ilustrar a forma como o automóvel é tratado por parte dos indivíduos e analisar este relação íntima e necessária existente entre o homem e a máquina, que e o carro.

No primeiro momento, o espectador será convidado a conhecer o conflito inicial da dançarina que não vê outra opção a não ser e render à praticidade do carro. O público também terá neste primeiro momento um contato inicial com a criança que tem seus primeiros momentos do lado de uma boneca e um carrinho e lida com a liberdade de ter a porta da sua casa aberta. Desde o início, o vídeo com contar com imagens de trânsito do cotidiano partidas, que ora vão aparecer rápidas e por vezes imcompreensíveis, ora lentas e tensas.

No desenvolver do enredo a dançarina vai criando uma familiaridade necessária com o carro e passa a viver nele. Habita aquele lugar e o conhece tanto que ele passa a fazer parte dela. Dentro da coreografia o carro vai aparecer como elemento essencial na vida da dançarina, como um ser vivo que influencia diretamente suas reações e comportamento. Já a criança será tentada a sair de seu apartamento com seu carrinho de bonecas e sua boneca na procura de uma pequena aventura, mas em todos os momentos fica claro que ela não tem certeza do que está fazendo.

No desfecho da estória, a dançarina desenvolverá uma coreografia em um ferro velho que explicitará sua dependência para com o automóvel e em um último momento quando todas as peças do automóvel aparecerão espalhadas, ela estará lá como se também fizesse parte do automóvel. Já a criança correrá com uma boneca na rua em uma velocidade tal que perderá o controle do carrinho e verá drasticamente o mesmo perder o controle e fugir de suas mãos. O filme chama-se Não Campanha por não defender nenhum tipo de posicionamento ou ideologia, ele apenas faz um retrato maximizado da relação pós-moderna e impessoal que se mantém atualmente com automóveis.

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  •  by Alexandra Moussallem
 

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Curta-Metragem
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January 2008