IRI VILELA

IRI VILELA nasceu em 09 de maio de 1968 na cidade de Brasília DF. e Artista Plástico pôr intuição, Desde cedo mostrou interesse pelo desenho e pela pintura, tendo sido levado inúmeras vezes, pôr sua curiosidade inata, a se dedicar à varias técnicas. A arte sempre foi uma constante em sua vida.
O contato com disciplinas como História da Arte, Estética, Teoria da Percepção, entre outras transformaram seu modo de ver e compreender o mundo a sua volta. Todos os objetos poderiam vir a ser fontes inesgotáveis de experimentação e utilizáveis em seus trabalhos. Sua maior influencia está na pintura fantástica. Identificando-se em grande parte com o fazer surrealista. Evidentemente toda a arte exerce grande fascínio em sua atividade de pesquisa. A arte além das fronteiras da imaginação, utilizando todo o mundo a sua volta para compor suas obras, buscando um fazer baseado na mimese ou não. Utilizando uma linguagem pictórica analógica, distorcendo voluntária e intencionalmente a realidade, ou simplesmente deixando o subconsciente guiar as mãos no ato de representar sua realidade muito particular Pintor pôr vocação artística, ínsito do surrealismo abstrato evocativo da alma humana. Iri vilela com sua pintura insere-se nessa linha pictórica com suas figuras, texturas e pinceladas de graves tensões em terras, ocres, tons baixos, toques vermelhos, amarelos e contrastes gráficos em preto, compulsivos do automatismo psíquico abstrato, fiel aos seus primeiros criadores.
Vilela vai garimpando o inconsciente, trazendo das profundidades cerebrais, signos da nossa ascentralidade compondo mosaicos de alguma civilização remota, nos remetendo para um mundo aparentemente esquecido, até que o artista, como um arqueólogo, vai removendo camadas da história humana, investigando jardins cerebrais adormecidos.
Iri vilela, como artista nato, autodidata, como um alquimista nos traz à luz misteriosos símbolos e signos a serem decifrados como serão nossos destinos tão perturbadores.
A arte só nos dará esta resposta quando formos melhores Pôr enquanto só sentimos, nos sensibilizamos com o indecifrável da arte.


A pintura fantástica de Iri Vilela



Tudo ocorre em um universo interno (mundo astral ou mundo dos sonhos) onde algumas pessoas possuem livre acesso e outras vasculham as margens da consciência e da sanidade, especulando com as pontas dos dedos dos olhos alguma fissura ou rachadura. Mínima passagem que serve de porta para outro lugar, outra ressonância da percepção. Já não agem sobre a matéria as mesmas pressões que outrora agiam de maneira rigorosa, dotando-as de densidade e do peso irrefutável do tempo, próprio das três dimensões. Um mundo fantástico, fenomenal e fascinante para alguns ou falso, feio e fictício para outros. Corcéis que cavalgam tocando as nuvens de “amapafucindelsen” (assim Iri Vilela batiza seu mundo). Céu, muito céu, terra, metal, espelhos, água, espelhos d’água. Ventos que modelam, acariciando a pele de gigantes montanhas de nuvens. Ectoplasma do ilógico. As nuvens filhas do caos primordial pairam sobre as extensas planícies desertas, ora afetadas por grandes e misteriosos rochedos, ora palco de criaturas e eventos fantásticos. Jovens mulheres que passeiam despreocupadamente negligenciando a própria nudez. Evas, Vênus, Madalenas, Madonas, Lucrécias, Santas Teresas, elas sentem prazer e dor, Perséfones e Afrodites. Adônis caminha, observa, ama e sofre. Adônis ou o cavalo negro, símbolo da impetuosidade do desejo, da juventude do homem, com tudo que ele contém de ardor, de fecundidade, de generosidade. Símbolo de força, de potência criativa, de juventude.

Objetos e criaturas fantásticas que tem suas vidas observadas e registradas pela mão do pintor Iri Vilela. E se pudéssemos ver e registrar visualmente às fantasias e as imagens fantásticas que as pessoas pintam em seus sonhos ou alucinações? E se o espelho nos servisse de porta?




Entrevista com o Artista Plástico Iri Vilela

O que você queria ser quando criança?
Quando eu era criança, que eu me lembre, eu queria ser engenheiro eletrônico. Porque eu pensava que engenheiro construía coisas como geladeira ou televisão. Eu sempre fui muito curioso nessa área e desde criança já tinha esse lado criador, construtor. E a Arte também chegou muito cedo, desde criança faço desenhos e isso foi virando uma profissão.

A Arte surgiu em que momento da sua vida?
Desde criança. Minha mãe relata que eu desenho desde os quatro anos de idade, então eu sempre gostei de papel, lápis, sempre desenhei personagem de desenho animado de televisão, história em quadrinhos, essa coisas... Isso é bem comum pro artista no começo. A pintura mesmo surgiu aos 12 anos e no início era desenho, desenho a lápis preto, lápis colorido... E eu gostava muito, depois eu reconheci a Arte dos grandes gênios da pintura e aquilo realmente me atraiu, então eu descobri o que era a tinta, o pincel e mudei, não troquei o lápis pelo pincel, mas passei a utilizar mais a tinta do que o lápis propriamente dito, apesar de que pro meu trabalho, pra eu pintar eu tenho que desenhar primeiro e só depois vem à pintura, mas eu gosto mesmo mais da pintura do que do desenho, hoje eu não faço mais um desenho acabado, completo. Basicamente, só faço um esboço na tela pra eu poder pintar e toda a técnica de luz, sombra e volume, é feita nas tintas, não mais só no grafite ou no lápis de cor.

Você fez algum curso? Com quem aprendeu?
Nunca fiz curso, não porque não tive vontade, mas o tipo de pintura que eu sempre quis e que eu sempre gostei, eu não achei professores que ensinassem aqui em Brasília, então eu investi o meu estudo em museus, em livros de Arte e em outras fontes. Então, eu sou auto didata na verdade porque só nos livros e nos museus é que eu encontrei a pintura que eu queria, não com instrutores em sala. A técnica que eu almejava e que eu almejo era uma técnica superior ao que eu via aqui em Brasília, então eu preferi me dedicar sozinho mesmo, "quebrando a cabeça", cheguei a fazer minhas próprias tintas, cheguei a fazer alguns pincéis também, foi uma coisa bem artesanal... Aí depois eu descobri o material industrializado e fui tentando e entre erros e acertos, hoje eu me considero um bom pintor.

Você enfrentou algum tipo de obstáculo para se tornar um artista? Quais?
Todos. Hoje, viver de Arte no Brasil é impossível, nós não temos essa cultura pra consumir Arte e ainda é considerada coisa supérflua, não é devidamente valorizada. Aqui se conhece música. Agora a Arte mesmo não é tão conhecida, o povão não tem acesso, as pessoas têm até medo de entrar numa galeria porque acham que só de entrar já estarão cobrando... O Brasil tem esse problema e Brasília tem esse problema, há uma politicagem na Arte violentíssima, só valorizam os medalhões entendeu? Então quem está começando, quem é novo no meio artístico sofre demais. Quem já conquistou seu espaço, tem 50 anos de pintura ou tem as "costas quentes" ou tem alguém que deu apoio consegue facilmente ser visto e conhecido. Mas quem está sozinho e que conta só com o seu talento é difícil ser reconhecido.

Como é que você caracteriza a sua obra?
É algo realmente muito pessoal, eu tenho uma imaginação ultra fértil e eu gosto de deixá-la voar livremente sem nenhuma limitação, sem nenhuma barreira, é um trabalho meio fantasioso, meio amalucado que as pessoas rotulam como surrealismo, realismo fantástico, realismo mágico, entende? Eu até gosto desse termo realismo fantástico mais que surrealismo. Eu permito que minha imaginação possa voar, mas em alguns casos eu interfiro nessa imagem, então às vezes eu faço uma maluquice conscientemente, não é só inconsciente, acontece de surgir essa interferência voluntária e eu acho muito legal e o meu trabalho me dá um prazer enorme.
Eu não penso só em venda, se o quadro vai ficar bonito ou não, eu quero colocar pra fora aquilo que a minha imaginação manda ou pede, então o meu trabalho tem esse ar surrealista ou realista fantástico e eu gosto demais, tem muitas pessoas que admiram o meu trabalho, principalmente os jovens, não é aquele coroa que gosta de coisas tradicionais não. Eu gosto de uma técnica tradicional, mas tem que ser muito imaginativa.

De que forma se deu a sua formação como artista?
O que eu posso te falar sobre isso... É muita força de vontade mesmo, porque como eu te falei é difícil sobreviver, viver de Arte nesse país. É gostar mesmo de Arte, é nascer pra fazer aquilo, e foi pra isso que eu nasci, eu não me vejo mais em outra profissão, se é que se pode chamar Arte de profissão no Brasil. Arte é a minha vida, são meus sonhos, é tudo aquilo que eu acreditei em mim mesmo, na minha vida. Arte é a minha formação.

Como desenvolveu seu estilo?
Como eu te falei, eu tenho uma imaginação muito fértil, mas uma das coisas que me influenciaram foram as capas de discos, principalmente discos de rock and roll porque eu gostava muito, aliás gosto muito até hoje. Capas de discos famosos especialmente da década de 70 fizeram parte da minha história, a música sempre fez parte da minha vida, mas como ouvinte, eu até tentei tocar algum instrumento, mas eu vi que não dava certo, o único instrumento que eu sei tocar mesmo é o pincel, a tela, tinta é a minha paixão realmente. A música também é, quando eu estou pintando eu utilizo a música como fonte inspiradora. A Arte, a pintura é realmente tudo pra mim.

Você vive exclusivamente de sua arte?
Vivo. Com toda certeza eu vivo, vivo não, sobrevivo da minha Arte. Isso porque eu quero sobreviver dela, como eu disse antes, eu não me vejo trabalhando em outra coisa, então eu me obrigo e sou obrigado a viver disso. Tem momentos bons, momentos ruins, seus altos e baixos. Mas a Arte compensa tudo, a venda de um quadro, um trabalho por encomenda e assim vai... Isso também satisfaz o artista porque é muito gratificante alguém admirar a sua obra.

Você pensa em se apropriar de novas linguagens, como a digital?
Olha, com certeza. Eu acho que o computador é mais uma ferramenta para o artista. Tem vários artistas hoje que utilizam exclusivamente o computador, eu também já utilizo o computador há vários anos, na verdade eu faço o esboço dos meus quadros no computador. Por isso que é um realismo fantástico por que você acaba controlando o seu trabalho.
Antigamente eu fazia todo o desenho no papel, daquilo que eu imaginava e só depois daquele desenho, que era uma pré-imagem eu fazia a tela. Hoje eu tenho essa pré-imagem numa qualidade muito superior então eu já vejo exatamente como que o quadro vai ficar finalizado, apesar de que nunca fica igual, por que a gente sempre acaba mudando alguma coisa, mas o artista pode ter uma noção real do que vai ser a obra. Talvez eu não seja um artista que vá usar computação gráfica na sua totalidade, mas como esboço é muito útil. Atualmente já está em conjunto o lápis, o computador e o pincel.

Qual foi a premiação mais importante que você recebeu?
A premiação mais importante que eu recebi na minha vida foi a premiação de ser artista. Não é nenhum prêmio de salão ou de algum concurso de pintura que seria algo tão importante para mim. Eu já ganhei vários prêmios em 1º, 2º e 3º lugar e às vezes nem entrei em concurso e isso nunca me abalou, porque a maior premiação do artista e ter nascido artista, e eu nasci.

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Iri Vilela
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May 2008
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Male
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http://www.irivilela.hd1.com.br