Com o objetivo de identificar as principais vulnerabilidades da economia e da sociedade brasileira em relação às mudanças climáticas, algumas das mais importantes instituições públicas e privadas do país formaram um consórcio para desenvolver o estudo intitulado Economia do Clima.

O estudo deve apresentar estratégias para lidar com os riscos climáticos e avaliar a efetividade das medidas de mitigação já em curso.

Adotando como base os modelos climáticos desenvolvidos pelo CPTEC (Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos) do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o trabalho focará sobre várias áreas cruciais para o desenvolvimento do Brasil: agricultura, energia, uso da terra e desmatamento, biodiversidade, recursos hídricos, zona costeira, migração e saúde.

A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) da Universidade de São Paulo é responsável pela modelagem econômica e análise integrada a partir de todos os estudos setoriais em nível nacional e regional para diferentes cenários climáticos e econômicos. O primeiro cenário é o de inação, o segundo cenário simula os impactos de políticas globais de mitigação e o terceiro engloba as iniciativas de adaptação.

O professor da Professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP), Jacques Marcovitch, é o presidente do Conselho Consultivo e diretor do projeto, que tem Sérgio Margulis, como diretor técnico e coordenador, e Carolina Debeux, como coordenadora operacional.

O conselho consultivo da pesquisa, composto por representantes do governo, da sociedade civil e da própria comunidade científica, está sediado na ABC (Academia Brasileira de Ciências).

Com base nas análises setoriais e aproveitando o consolidado conhecimento científico sobre as mudanças climáticas que existe no Brasil, o estudo pretende contribuir de forma única na busca pela resposta a uma das perguntas mais relevantes neste tema: quais ações o país deve tomar para vencer os desafios climáticos?

Ao mesmo tempo em que identifica os impactos econômicos da nova realidade climática, o estudo foca também nas conseqüências e oportunidades socioambientais que ela traz. Essa avaliação é fundamental para a formulação de políticas públicas que pretendam gerar crescimento socioeconômico sem descuidar da saúde do planeta e da sobrevivência das gerações futuras.

Os resultados do estudo, que conta com apoio da Embaixada do Reino Unido, serão divulgados no primeiro semestre de 2009.

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