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Algum qualquer disse: “Vai Priscilla! Seja Maluca na vida.” E fui ser. Fui amar mais do que devia. Me decepcionar mais que devia. Fui levar tapas, mesmo sem ao menos esse tocaram minha face. Revidei-os por instinto também. Cavei abismos com meus próprios pé. Andei sem rumo na vida. Fui bem resolvida. Mas também mal resolvida. Deixei parte de minha vida pelas esquinas e bares da vida. Tive sonhos realizados. Sonhos triturados. Ilusões construídas em mundos de Alice. Ilusões diluídas na mais amarga realidade. Cansei de muitas coisas. Continuei com muitas manias. Mudei muitas vezes também. Não fui apenas uma. Me transformei em outras. Fui diversas dentro de uma só. Fui triste como Beatriz. Fui fria como Luiza. Fui desligada como Lígia. Fui amada como Leila. Fui desejada como Luz. Fui inconseqüente como Janis. Fui revolucionária como Anita. Fui como a lua. Mostrei-me por parte. Fazendo-me de esfinge. Mostrei-me por inteira. Sem medo de trágicas conseqüências Ou exageradas felicidades. Só sei que sou assim. Aceita por uns. Rejeitada por outros. Afinal, se nem o filho do todo poderoso agradou. Por que eu, uma simples pseudo alguma coisa, em formação contínua irei agradar? Estive aqui para viver. Às vezes lenta. Às vezes apressada. Meu tempo é quando. Meu tempo é hoje. Meu presente é a junção e meu presente e meu futuro. Minhas lembranças. Minhas esperanças. Não busquei nem algo. Nem ninguém. Não tive tantas ambições. Isso não faz bem ao homem. Descobri que no meio de tantas que fui, Ao mesmo tempo que me busquei não me busquei. Fui feliz esse jeito. Descontinuou e metamórfico. Não sabendo ao certo quem eu sou ou quem eu fui ou quem eu serei. E assim fui deixando a vida me levar. Fui levando esse samba. De várias notas, arranjos e acordes. Não me deixando preocupar com o que acham ou pensam de minhas atitudes e pensamentos. Tentando fazer de meus erros reconhecidos, alguns acertos nessa vida. Levando a vida como um jogo de catas. Com erros e acertos. Como uma partida de buraco, aproveitando todas as cartas que recebo. Como em uma mesa de pôquer, sempre apostando alto em minha mão. Não segui bulas nem receitas de vidas. Vivi sob risco de morte. Aproveitando cada momento. De simples olhares distraídos em tardes de sol, Até madrugadas vagando elas ruas escuras da cidade. Não tive noção de perigos. Você os constrói. Nunca os construi. Transformei-os em experiência de vida. Tenho noção é que a vida, está ai para ser vivida. Por isso digo a esse algum qualquer, que me predestinou a ser maluca beleza ao nascer, que vivi apenas. Sem adjetivos. Pois viver já trás consigo os adjetivos. Não precisa de grau para entende-la. Quem não compreende apenas a palavra viver, não viveu mas sim habitou, como mas um animal, este mundo que a criou. E ela viveu e vive ainda muito muito bem.

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    SeLuSaVa says:

    "Encontrei a Perdida na Avenida,
    essa carioca com suas fotos cantadas,
    e de extrema sensibilidade. Apesar do pouco tempo
    de contato, já mostrou quem é. Obrigado."

    16th February, 2008

Name:
Priscilla Guerra
Joined:
November 2006
Hometown:
Rio de Janeiro
Currently:
Rio de Janeiro, Brasil
I am:
Female and Single
Occupation:
Professora de Geografia
Website:
Carioca Voyeur no Multiply