Eu sou um nada, ou melhor dizendo, a busca de meu ser, em outras palavras, a pura liberdade advinda do meu não-ser.

Isso pode parecer complexo, mas é muito simples quando observamos o nada que me constitui. Trata-se da estrutura de minha subjetividade.
A pergunta ainda não está dissolvida: Quem sou eu? De fato, se alguma coisa eu fosse não me restaria alternativa do que ser aquele que sou. Estaria, assim, estático, determinado e inconscientemente autômato em uma dada essência. O nada, ou o não ser que me constitui, engendra minha liberdade, indentificando-se com o movimento próprio de minha subjetividade, uma busca por um fundamento, por algo que me complete e me traga repouso.

Se há uma resposta coerente á pergunta “quem sou eu?” Seria essa resposta a “Liberdade”. Sou minha própria liberdade. Livremente represento o mundo a minha maneira. Atribuo sentido e valor ás coisas livremente. Eu sou responsável pela realidade que me cerca e a represento ao meu modo. Não há coisa alguma capaz de me constranger e me influenciar por si só, mas são as representações, ou o sentido atribuído por mim livremente, que me influencia e evidencia, deste modo, minhas limitações.

Eu sou isso, uma relação dialética entre o ser e o nada.

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Felipe Silva
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Estudante de Filosofia
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