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O camião Scania completa um século de existência. Um século no desenvolvimento de soluções inteligentes de transporte.
Foi em 1902, uma época de pioneiros, que a fábrica de máquinas de Malmö construía o primeiro camião de 2 cilindros, 12 cv de potência e 1,5 toneladas. Simultaneamente, em Södertälje eram testados os primeiros veículos com motores de 9 cv.
Em 1907, as suecas Scania e Vabis possuíam produção em série, pelo que em 1911, e de modo a potenciar conhecimentos técnicos, deu-se a natural fusão das duas empresas.
Na primeira década da Scania como fabricante de camiões, as preocupações restringiam-se à boa funcionalidade do veículo. Os camiões tinham uma protecção simples contra elementos da natureza: pára-brisas, tecto e portas baixas. No final desta década passaram a ter janelas de vidro. A década de 1920, ficou marcada pelas melhorias introduzidas ao nível da ergonomia e conforto, mas foi o radiador da Scania-Vabis que passou a ser a identificação comercial da marca sueca.
Nos anos 30 a empresa desenvolveu um novo tipo de motor, e em 1936 foi lançado o primeiro diesel de injecção indirecta de 6 cilindros e 120 cv de potência. Logo depois, apresentou uma série modular de motores, com 4, 6 e 8 cilindros com carburador para gasolina ou diesel, mas com vários componentes comuns.
Em 1944, com a introdução do programa do pós-guerra, a produção modular foi aperfeiçoada, dando origem a uma nova série de camiões com diferentes configurações e com motores até 8,5 litros, os quais ficaram conhecidos como “royal motor”.
Em 1968, a segunda geração de camiões com cabina avançada, a qual dava continuidade à celebre série anterior assinada pelo inglês Leonel Sherrow. A nova série afastava-se sensivelmente das linhas da anterior, porém, a verdadeira revolução foi ao nível do conforto e ergonomia da cabina. Os acessos, áreas, visibilidade, equipamento, etc. foram privilegiados.
A década de 70, ficou marcada pela introdução do motor V8, mais conhecido como “King of the road”, baseado na filosofia das baixas rotações.
Na década de 80, três motores foram introduzidos através do sistema modular: 8, 11 e 14 litros. Foram ainda introduzidos o ABS, EDC, ELB e injecção electrónica de combustível.
O sistema modular permitiu a oferta de veículos individualizados, o que deu origem à série 2 em 1982. Um ano depois, a Scania introduziu o CAG “ComputerAided Gearchanging”, passando a dispor de uma gama de motores de 9 litros nas versões de 250 e 280 cv de potência. Em simultâneo prosseguiu o desenvolvimento do motor de 14 litros.
Em 1988 foi lançada a série 3 com a cabina “topline”, a qual deu origem ao título de camião internacional do ano. Nesta série foi feito um restyling da cabina.
A tecnologia “turbocompound”, baseada num motor turbo de 6 cilindros e 11 litros, com refrigeração a ar e injecção de combustível electrónica, foi introduzida em 1991.
1995 foi a data escolhida para o lançamento da série 4, com um motor de 6 cilindros e 12 litros, equipado com injector unitário. Já em 2000 teve lugar o lançamento do motor derivado do clássico V8, o V8 16 litros com componentes modulares comuns ao motor de 12 litros.
A série 4 pode ser considerada como uma grande inovação ao nível do design industrial. Actualmente, a Scania tem uma divisão de design industrial, composta por oito designers e oito consultores.
Scania, um século de design, ergonomia e conforto.
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