About As Belezas de Torres-RS

Espaço para fotografias tiradas na cidade de Torres, no Rio Grande do Sul.

Situada no litoral do Estado do Rio Grande do Sul, Torres recebe anualmente milhares de pessoas de todo o Brasil e, também, dos países vizinhos. Além de ser um dos destinos de veraneio mais sofisticados do Estado, a cidade é sede de festivais de balonismo, atividade muito difundida na região. Seu clima agradável e a vastidão de suas praias de areias brancas também fazem parte das atrações locais.
A cidade possui uma grande variedade de belezas naturais, formando um ecossistema único no Estado. Ali é possível encontrar mar, ilha, praias, dunas, rochedos, mata atlântica, rio, lagoa e diversas espécies da fauna e da flora – tudo num mesmo lugar.
Torres é um dos núcleos mais antigos do Estado do Rio Grande do Sul. Era utilizado pelos índios Carijós, de Santa Catarina, e Arachans do Rio Grande do Sul, que em seu comércio de trocas usavam uma picada, costeando os banhados dos sopés internos, começando na praia grande e indo até a Itapeva. Estas trilhas também eram usadas por paulistas, compradores de índios, que os levavam a São Paulo como escravos. A cidade de Torres surgiu pela necessidade de controlar esta estratégica passagem, na qual foi instalado um posto fiscal, que logo se transformou em Guarita Militar da Itapeva e Torres (entre 1774 e 1776). Colonos açorianos, vindos do Desterro (atual Florianópolis) e de Laguna (SC), começaram a instalar-se na região. O nome da cidade é devido a existência de três grandes rochedos que se estendem a beira mar: torre do norte ( morro do Farol); torre do centro (morro das Furnas) e torre do sul (praia da Guarita). “Há pouco mais de cem anos houve tentativa de trocar o bonito e sonoro nome de Torres por Deodorópolis. Além de ser uma denominação difícil de pronunciar, tratava-se de subserviente homenagem a um ditador militar, ainda vivo, o Mal. Deodoro da Fonseca” ( Ruy Ruben Ruschel, historiador). Em 1809, D. Diogo de Souza, primeiro capitão-mor da capitania do RS, mandou reforçar a guarnição de Torres e autorizou a construção do Forte de São Domingos das Torres, além de um presídio militar. O título de fundador de Torres se refere ao alferes Manoel Ferreira Porto, comandante da guarda da guarita militar que, em 1815, obteve licença para edificar a capela no local junto ao posto da guarda, atual Morro do Farol, contrariando os desejos dos colonos, que a queriam no morro da Itapeva. A matriz de São Domingos foi a capela e igreja mais antiga do litoral nordeste do Estado, a primeira a ser erguida (1824), em toda distância que medeia entre a Laguna e Osório. A função pública da igreja São Domingos ficou mais nítida depois de ser promovida a capela curada (1826) e freguesia (1837).Tornou-se o centro das eleições para vereadores (para câmara de Santo Antônio da Patrulha) e de juízes de paz. Era onde se faziam os registros de nascimento (batismo), casamento e óbito. Mais tarde, depois de 1850, encarregou-se do registro de imóveis, segundo a lei das terras. Também lhe competia o levantamento estatístico da população. Foi o núcleo a partir do qual surgiu a própria cidade de Torres. Em 1826, D. Pedro I passou pelo povoado de Torres/RS. No dia 05 dezembro, a caminho do Sul do País por motivo da guerra da Cisplatina. No dia 25 do mesmo mês e ano, ele retornou pernoitando novamente no complexo administrativo-militar da época, situado entre a igreja e o baluarte. A constituição étnica de Torres, além dos índios e açorianos, é composta por imigrantes alemães e italianos. Os alemães chegaram em 1826 e foram separados, pelo comandante da fortaleza, conforme a religião que professavam: Os protestantes formaram a colônia de Três Forquilhas, com seu médico e pastor, a oito léguas do povoado. Os católicos, por sua vez, foram inicialmente para a estrada de Mampituba, depois junto ao Rio Verde e, finalmente, entre as lagoas do Forno e Jacaré, construindo a colônia de São Pedro de Alcântara. Por volta de 1830, famílias de origem italiana, vindas de Caxias do Sul, fixaram moradia no distrito de Morro Azul. Em 1836, devido a Revolução Farroupilha, iniciada em 1835, Torres/RS sentiu as dificuldades da guerra civil, que a deixou no mais completo abandono, prejudicando e recuando o desenvolvimento. No ano seguinte, através da Lei de 20 de DEZ de 1837, seria criada a Freguesia de São Domingos das Torres, 28ª da Província . O desenvolvimento da Freguesia deu-lhe o privilégio de ser também elevada a categoria de Vila e Município, o que ocorreu em 21 de maio de 1878 pela Lei Provincial n.º 1152, dando-se a sua instalação a 22 de fevereiro de 1879. Dentre as personalidades que deram forte impulso ao desenvolvimento de Torres, destaca-se quem lançou a "indústria turística", que dominou o cenário econômico local, da primeira até a segunda grande guerra: José Antônio Picoral. Filho da colônia São Pedro de Alcântara, tornou-se próspero comerciante em Porto Alegre/RS, mantendo porém, vínculo com a terra de origem. Depois de um frustrante veraneio em Tramandaí, Picoral decidiu transformar Torres, em uma moderna Estação Balnearia e em 1915, após entendimentos com João Pacheco de Freitas, Luiz André Maggi, Carlos Voges e outros Torrenses, instalou seu Balneário Picoral, marco histórico da introdução do turismo em Torres/RS. A cidade de Torres tem ainda um pouco de história viva: as casas antigas da rua Júlio de Castilhos formam um conjunto arquitetônico dos mais típicos em estilo colonial. Foram todas construídas no século passado de pedras extraídas do morro do Farol, rejuntadas com barro e cal de sambaquis e madeiramento de lei, extraído das matas que então existiam na praia da Cal e ao redor da Lagoa do Violão.
O clima de Torres é o temperado ameno seco. A temperatura média anual da região é de 21ºC – com máximas de até 35ºC e mínimas de 12ºC. O calor é suavizado por uma leve brisa refrescante que vem do mar.
Eventos: A festa do Balonismo em Torres começou por acaso. Em 1989, durante os preparativos da II FEBANANA, festa anteriormente realizada no município, seus organizadores resolveram inovar e trazer alguns balões para a abertura do evento. O sucesso foi tamanho que, a partir do ano seguinte, surgia o I Festival Sulbrasileiro de Balonismo.
A cidade de Torres tornou-se a capital brasileira do balonismo. Ela agrada aos praticantes tanto por seu clima e topografia ideais para o vôo, quanto por oferecer uma das melhores infra-estruturas do Brasil para pilotos e equipes. O evento reúne anualmente, no mês de abril, cerca de 40 mil pessoas no Parque do Balonismo.
Distâncias: Cambará do Sul: 79km; Criciúma: 99km; Porto Alegre: 198 Km; Florianópolis: 280 Km; Blumenau: 423 Km; Curitiba: 521 Km; São Paulo: 919 Km
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