About Torga 2.0
Actividades no âmbito do centenário do nascimento de Miguel Torga pelos alunos do curso de CTDI da ESEIG do IPP

A apresentação Torga 2.0 insere-se na comemoração relativa ao centenário do nascimento do escritor Miguel Torga. Desta apresentação, constará um conjunto de fotos que procura retratar a vida e a obra deste magnifico escritor.
Adolfo Correia da Rocha, que será conhecido por Miguel Torga, nasce em 12 de Agosto de 1907, em S. Martinho da Anta, concelho de Sabrosa, Trás-os-Montes. Filho de gente do campo, não mais se desligará das origens, da família, do meio rural e da natureza que o circunda.
A família é um dos pontos fulcrais da sua vida, com reflexo na sua obra. O pai, com quem a comunicação se faz quase sem necessidade de palavras, é um dos fortes esteios da sua ternura, amor e respeito. Revela o mesmo amor em poemas dedicados à sua mãe. Por sua mulher e filha nutre e demonstra também, um afecto profundo.
Emigra para o Brasil em 1920, com apenas 17 anos, onde vai trabalhar na fazenda do tio. Este, apercebendo-se das qualidades intelectuais do sobrinho, financia-lhe os estudos num liceu brasileiro onde os professores corroboram as invulgares invulgares capacidades de inteligência e raciocíno.
Regressa a Portugal em 1925, para frequentar o curso de Medicina, na Universidade de Coimbra. Participa moderadamente na boémia coimbrã, manifestando simpatia pelo grupo da Presença que frequentará brevemente. Ainda estudante, publicará os seus primeiros livros: “Ansiedade” (1928) e “Rampa”, ambos de poesia e que são assinados com o seu nome civil: Adolfo Correia da Rocha.
Coimbra é uma das ligações de Torga à vida. Aí estuda e, depois de 1939, será aí que exercerá medicina, viverá, e onde a sua actividade criadora se revelará como um vulcão em permanente actividade. Nesta cidade participa em várias tertúlias e tem muitos dos seus amigos.
A sua actividade enquanto escritor começa definitivamente a ganhar forma, quando escreve mais dois livros de poesia, agora intitulados “Tributo” e “Abismo”, e os seus primeiros dois livros em prosa “Pão ázimo” e “A Terceira voz”. Com este último, começa a usar o pseudónimo Miguel Torga, que será o seu nome não só para a escrita mas para o convívio com os amigos. Desde então assumirá duas facetas que não se cruzam: Adolfo Rocha, o homem, o pai, o médico, o amigo e Miguel Torga, o poeta e ficcionista. Assinale-se, no entanto, a fonte de recursos fornecedora de matéria poética e ficcional que constituia o exercício da medicina.
Na sua obra começa a destacar-se como temática recorrente, o amor que sente pela Natureza, e também pela sua terra natal, sendo vários os poemas que Torga lhes dedica. A região de Trás-os-Montes, é claramente uma das suas grandes paixões.
Está sempre presente na sua alma, parece vê-la em toda a parte, surgindo a cada momento na sua prosa. Aparece sempre enaltecida como terra de Deus e dos deuses.
De entre a sua vasta obra, destacam-se: “O outro livro de Job” (1936), “Os bichos” (1940), “Contos da montanha” (1941), “Novos contos da montanha” (1944), “Vindima” (1945, o seu primeiro romance), “Cântico do Homem” (1950), “Orfeu rebelde” (1954) e o último volume de “A criação do mundo” (1981).
Ao longo da sua vida, Torga mostra-se um viajante incansável, visitando diversos locais, não só no país, mas também no estrangeiro, como prova o facto da visita à China e à Índia, já quando contava perto de oitenta anos de idade.
Morre em Coimbra, a 17 de Janeiro de 1995. Está enterrado na sua aldeia natal, S. Martinho de Anta, junto dos pais e da irmã.
Texto por João Pedro Martins
|
Additional Information
This is a public group.
- Accepted media types:
- Accepted content types:
- Photos / Videos
- Screenshots / Screencasts
- Illustration/Art / Animation/CGI
- Accepted safety levels:
|