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Este Grupo, é para buscar ao longo de nosso Globo, que chamamos de TERRA, buscar os membros da família MARTINS.
Eis abaixo uma breve descrição sobre o tema.

Sobrenome de formação patronímica - o filho de Martim ou Martinho. Cortesão tirou do baixo latim Martinici. Formas antigas: Martiniz [documentada em 1025], Martíiz [doc. em 1272] (Antenor Nascentes, II, 193). Vem de Martim, antigo nome de batismo; e este vem de Marte (Sanches Baena, II, 107). Patronímicos são apelidos que consistem numa derivação do prenome paterno. No latim ibérico constituiu-se esse tipo de apelido com o sufixo “-ícus” no genitivo, isto é, “-íci”. É quase certo que se trata de um sufixo ibérico “-ko”, indicativo de descendência, com as desinências latinas da 2ª declinação. Assim, por evolução fonética temos no português medieval -ez (escrito -es, porque átomo) -iz, -az (escrito -as, quando átono). Por exemplo: Lopes (que vem de Lopo), Fernandes (filho de Fernando) e Perez ou Peres ou Pires (filho de Pero, variante arcaica de Pedro). Em 08.05.1560 foi dado brasão de armas a Diogo Martins, cavaleiro castelhano que passou a Portugal, pela rainha D. Catarina, regente durante a menoridade do rei D. Sebastião. Outros Martins, também com brasão de armas concedido em Portugal, descendem de Ambrosio Martini, cavaleiro italiano a quem o imperador Maximiliano II, em 02.11.1565, deu brasão de armas (Anuário Genealógico Latino, I, 63). Brasil: Assim como os demais patronímicos antigos - Eanes, Fernandes, Henriques, Simões, etc. - este sobrenome espalhou-se, desde os primeiros anos de povoamento do Brasil, por todo o seu vasto território. No Rio de Janeiro, entre as quase 90 famílias com este sobrenome, nos séculos XVI e XVII, temos: Francisco Martins (c.1568 - a.1619); Álvaro Martins da Câmara (c.1602-); Baltazar Martins Florença (c.1568-), de quem descendem os Martins Jordão; Antônio Martins da Palma (c.1575-), fundador da Igreja da Candelária, RJ; etc. Quase todas com descendência (Rheingantz, II, 532). Em São Paulo, de origem espanhola, a de Francisco Martins Bonilha (n.Sevilha) e André Martins Bonilha, pai e filho, que passaram ao Rio de Janeiro [1581] e São Paulo [1583], na armada de Diogo Flores de Valdés. Francisco, que ainda vivia em 1608, deixou geração de seu cas. com Antônia Gonçalves, fal. em 1616. Além destes: Pedro Martins (1592, São Paulo), F. Martins (Silva Leme, VIII, 25) e Domingos Martins (1597) (AM, Piratininga, 113; SL, VII, 258). No Rio Grande do Sul, entre outras, originária das ilhas portuguesas, registra-se a família do Comendador José Martins Coelho [1759, Santa Catarina - 1831, Pelotas, RS], um dos primeiros estancioneiros do distrito de Bagé, onde já era proprietário de terras por volta de 1800. Filho de Manuel Martins Coelho, nat. da Ilha Terceira, e de Maria Paula, nat. da Ilha da Graciosa. Deixou impressionante descendência do seu cas., em 1789, no Rio Grande (RS), com Ana Maria d'Ávila [c.1772, Rio Grande, RS - 1848, Pelotas, RS], filha de Manuel de Ávila Machado, patriarca desta família Ávila Machado (v.s.), no Rio Grande do Sul. Entre seus descendentes: Camará Martins, Martins Costa, Lucas Martins e Larangeira Martins. Ainda, no Rio Grande do Sul, a família de Lourenço Alves Martins, natural de Portugal, que assinou termo de declaração, a 13.10.1851, onde informa ser católico e casado com uma brasileira da qual tem três filhos. Ao registrar sua Carta de Naturalização assinada por D. Pedro II em 07.01.1852, declarou que tinha então duas filhas de sua esposa brasileira: Bernardina com 8 anos e Joana com 4 anos de idade (Spalding, naturalizações, 102). Ainda, no Rio Grande do Sul, registram-se: I - Jerônimo Martins, paraguaio, lombilheiro de profissão, que passou para Porto Alegre, por volta de 1814; II - João de Deus Martins, espanhol, caixeiro de taverna, que passou de Madri em 1815, para a Povoação do Sul; III - José Martins, espanhol da Ilha das Canárias, pedreiro, que passou das Canárias, em 1813, para São Pedro do Sul; IV - Julião Martins, paraguaio, jornaleiro, que passou de Montevidéu, em 1815, para São Pedro do Sul; V - Pedro Martins, natural de Castelo, caixeiro, que passou de Montevidéu em 1818 para o Rio Grande; VI - Pedro Martins, espanhol [de Madri], caixeiro de taverna, que passou de Montevidéu em 1815 para o Rio Grande; VII - Pedro Martins, espanhol [da Andaluzia], caixeiro, que passou de Montevidéu em 1814 para o Rio Grande; e VIII - Pedro Martins, uruguaio, vive de lavouras, passou de Montevidéu em 1813 para São Pedro do Sul. Família de origem espanhola, à qual pertence Bartolomeu Martins, que passou para Santa Catarina, em 1813 [Registro de Estrangeiros, 1808, 206). Em Minas Gerais, entre os povoadores da Zona do Carmo, destacam-se os descendentes dos irmãos lusos, o Ca. Francisco Martins da Silva e o ten. Manuel José Martins da Silva, naturais de Braga, que se estabeleceram em Ponte Nova, em meados do séc. XVIII. Destes, descendem as famílias Martins da Silva (v.s.) e Teixeira da Silva (v.s.). Na Bahia, entre as mais antigas, do séc. XVI, a de Miguel Martins, que deixou geração do seu cas. com Maria de Almeida, filha de Fernão Vaz Sarraxe, chefe desta família Vaz Sarraxe (v.s.). Para o Pará, registramos a família do conceituado Professor Raimundo Joaquim Martins [c.1847, Vigia, Cametá, PA -], lente no Instituto de Educação, autor de dois compêndios, Português e Matemática. Confidente de Justo Chermont e Paes de Carvalho, na propaganda republicana e na política militante. Senador estadual no primeiro pleito realizado no Pará após a proclamação da República [1890]. Entre os seus descendentes, registram-se: I - o filho, o Dr. Enéas Martins [1872, Cametá - 02.07.1919, Rio, RJ], jornalista, político, administrador e diplomata. Fez o curso secundário em Belém. Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, pela Faculdade de Direito de Olinda [PE], em 1893, aos 21 anos de idade. Advogou em Belém. Deputado Federal, na legislatura 1894-1897, pelo Partido Republicano, sob a chefia de Lauro Sodré. Em 1895, fundou a « Folha do Norte», cujo primeiro número data de 01.01.1896. Reeleito deputado federal, na legislatura 1898-1901. Ministro Plenipotenciário. Secretário de Estado de Relações Exteriores [1912]. Governador do Estado do Pará [01.02.1913 - deposto em virtude de uma sedição militar no dia 27.12.1917]. Deixou geração do seu cas. com Cassilda «Martins»; e II - o neto, Enéas Martins Filho [10.02.1902, Belém, PA - 1970, Rio, RJ], que transferiu-se com seu pai para o Rio de Janeiro, em 1917, forçadopela rebelião que alijara aquele do Governo do Pará. Bacharel em Direito, trabalhou por longos anos como chefe da divisão de publicidade da Rio Light S/A. E foi membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Ingressou no Colégio Brasileiro de Genealogista em 15.10.1960. Membro do Conselho de Administração (1961-64; 1964-67; 1967-70) e, com a criação do quadro de Titulares, em 1968, a ele foi levado (Boletim do Colégio Brasileiro de Genealogia, N.º 15, 07.1990, fl.2). Deixou os seguintes trabalhos: I - A Missão Santo Amaro (1830-1831); II - A Revolução de 1830 vista por um brasileiro; III - A Freguesia da Candelária (in Brasil Genealógico, II, N.º 2); IV - A Data da Instalação da Freguesia da Candelária (in Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, vol. 253, pag. 33). Foi ocupante da Cadeira N.º 13, do Colégio Brasileiro de Genealogia, cujo patrono é o genealogista Affonso d'Escragnolle Taunay [ver família Taunay]. Linha Indígena: Sobrenome também adotado por famílias de origem indígena. No Rio Grande do Sul, entre muitas, a de Miguel Martins, «índio guarani», cas. em 1792, em Estreito, RS, com Francisca Cândida, «índia guarani» (L.º 2.º, fl.41v). Linha Africana: Sobrenome também adotado por famílias de origem africana. No Rio de Janeiro, entre outras, registra-se a de Domingos Martins, que deixou geração, por volta de 1650, com Domingas, «crioula», escrava de Maria da Silveira (Rheingantz, II, 534); e a de José Martins, «preto forro» [ex-escravo de Antônio José de Faria], cas., 1776, Colônia do Sacramento, com Domingas Maria do Espírito Santo, «preta forra» [ex-escrava de Miguel da Cunha Pereira] (Rheingantz,Col., 3). Ainda no Rio de Janeiro, registra-se Manuel Martins, que deixou geração da sua união com Maria "Martins", sua escrava "preta", que passou a usar o seu nome. Foram pais de Salvador Martins, nascido "pardo livre", por volta de 1708, em São Gonçalo, onde contraiu matrimônio, a 02.07.1733, com Maria de Proença, natural de São Nicolau de Suruí, Estado do Rio de Janeiro. No Rio Grande do Sul, entre outras, registra-se a família de Feliciana Martins, parda forra, casada em 1782, em Mostardas, RS, com Manoel Vaz da Silva. Cristãos Novos: Sobrenome também adotado por judeus, desde o batismo forçadoà religião Cristã, a partir de 1497. Em Portugal, por exemplo, por ocasião da conversão dos judeus em cristãos novos, registrou-se um Francisco Martins, que anteriormente chamava-se Fulano Arame. Sobrenome de uma família de origem judaicaestabelecida, no Brasil, durante o período holandês [Pernambuco], à qual pertencem: Abraham Martins, documentado em 1641, 1643 e 1646; e Manuel Martins, em 1644 e 1645 (Wolff, Brasil Holandês, 56). (Wolff, Dic.I, 113). Linha Natural: Em Minas Gerais, por exemplo, Ana Martins de Souza, nat. de Piedade de Itajubá (MG), «filho natural» de Maria Martins de Souza, foi cas. em 1781, Itajubá (MG), com Domingos Joaquim de Oliveira, de Pindamonhangaba, SP (Monsenhor Lefort - Itajubá). No Rio Grande do Sul, por exemplo, os irmãos Felicíssimo José Martins [1803-1893] e Hipólito José Martins [1793-1860], filho do mencionado patriarca gaúcho, Comendador José Martins Coelho, antes de se casarem tiveram, cada um 2 filhos naturais. Heráldica: I - de Diogo Martins: um escudo cortado: o primeiro, em campo negro, com duas palas de ouro; o segundo, em campo d eouro. com três flores-de-lis de púrpura. Timbre: uma flor-de-lis de púrpura; II - de Estevam Martins - um escudo partido: o primeiro, em campo de ouro, com meia águia de negro, coroada do mesmo movente do traço de partido; o segundo, em campo vermelho, uma almarraza de prata, gotada de azul (Armando de Mattos - Brasonário de Portugal, II, 21, 22); III - de passagem pelo Brasil, registra-se Jerônimo Martins Fernandes, cavaleiro professo na ordem de Cristo. Em 1789, servia na cidade de São Paulo. Brasão de Armas, datado de 21.10.1789. Registrado no Cartório da Nobreza, Livro IV, fl. 135v: um escudo esquartelado: no primeiro quartel, as armas da família Gomes (v.s.); no segundo quartel, as armas da família Martins (v.s.); no terceiro quartel, as armas da família Macedo (v.s.); e no quarto quartel, as armas da família Fernandes (v.s.) (Sanches de Baena, Archivo Heráldico, I, 267).

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