About Bresson 50mm

A idéia deste grupo é reunir fotos feitas APENAS COM LENTES FIXAS 50mm, que por sinal era a lente única utilizada pelo mestre da fotografia do século XX, Henri Cartier-Bresson.
O grupo é uma forma de homenagear esta grande personalidade da fotografia, bem como reunir fotos feitas com esta lente.
Dispensamos quaisquer outras fotos feitas com lentes deslocáveis entre outros ranges, mesmo que tais imagens tenham sido feitas em 50mm.
Queremos fotos feitas APENAS COM A LENTE FIXA 50mm.
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BRESSON: O MITO DO FOTOJORNALISMO

Qualquer um que se interesse por fotografia, sabe que não é exagero algum em dizer que Henri Cartier-Bresson foi um dos mais (senão o mais) importante fotógrafo do século XX.
Todo bom fotografo de alguma maneira tem ou teve Bresson como inspiração. Talvez por sua base como pintor, ele sempre teve uma visão muito pictórica da vida, tendo se tornado pintor e desenhista antes de completar 20 anos, inspirado pelas artes cubistas e abstratas.
Viajou aos 22 anos para a África, equipado de uma câmera até então desconhecida da marca Krauss, mas foi quando retornou para a França em 1931, que descobriu aquela que seria o seu verdadeiro e único instrumento de trabalho: A câmera alemã Leica.
Com sua Leica equipada apenas com uma lente 50mm F2.0 e um filme P&B, Bresson fez seu trabalho não apenas influenciar o desenvolvimento da fotografia como arte, mas também fortemente contribuiu na própria evolução técnica da fotografia. Para vê-lo por este ângulo, basta dizer que Bresson adotou a câmera Leica e ajudou a popularizar filmes e câmeras de formato 35mm, enquanto desenvolveu a idéia do "momento decisivo", conceito que constitui o que poderia ser chamado do primeiro mandamento do fotógrafo.
Henri Cartier-Bresson saiu pelo mundo documentando e testemunhando acontecimentos importantes como os últimos dias de Gandhi. E momentos delicados como o sorriso das crianças brincando em uma rua qualquer. Na verdade, não era com a Leica que ele fotografava. Cartier-Bresson focava as cenas com a alma. As fotos fluíam em seu “momento decisivo” , como ele próprio definia. Ou o momento em que as paisagens e os seres têm uma luz única, onde todos os elementos internos e externos estão no lugar. É desse jeito que ele conseguia retratar as emoções. No brilho do olhar ou na espontaneidade dos gestos, buscava revelar a dimensão dos homens no mundo.
As fotos de Cartier-Bresson dispensam legendas. Conseguem reunir informações e despertar emoções como se ele estivesse pintando. Para ele é o momento decisivo que expressa a essência de uma situação! Por isso, não realiza nenhum tipo de retoque ou manipulação das imagens. Torna-se o mais influente fotojornalista de sua época.
Sua contribuição para a reportagem é inegável mas foi fotografando cenas cotidianas durante o período de 1930 a 1960 que sua fama se consolidou.
Repórter fotográfico da revista Ce Soir ao lado de Robert Capa e David "Chim" Seymour, Bresson decidiu fundar uma cooperativa de fotógrafos com esses dois colegas e outros três profissionais, batizada de Magnum Photos, em 1947. A agência ainda hoje distribui reportagens fotográficas para publicações francesas e estrangeiras.
Bresson nasceu no dia 22 de agosto de 1908 e faleceu no dia 3 de julho de 2004 (aos 95 anos), em Paris.

Fontes e maiores informações:
www.henricartierbresson.org/
www.sergiosakall.com.br/montagem/fotografo-bresson.html
paginas.terra.com.br/arte/jcsuperstar/photix/2004_08_01_p...
observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=289A...
www.usp.br/jorusp/arquivo/2004/jusp696/pag16.htm
www.pitoresco.com.br/espelho/destaques/cartier-bresson/br...
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